sexta-feira, 10 de julho de 2009

Prazer, Gustavo!


Porém, não sei ao certo quem sou. Gustavo é apenas o meu nome. Estou em fase de tentar entender minha personalidade e o motivo de eu ter recebido a vida aqui na Terra. Para mim, não tem sentido estarmos ‘’aqui’’ somente por estar.

Por isso, vou procurar através da escrita, apresentar meus sentimentos, percepções, anseios, medos e aprendizados, que envolvem uma nova fase de minha vida.

Vamos lá que está tarde! 1h12min

A base de tudo: saber quem é você. Parece simples, mas jamais será. Temos dificuldade em nos definir.

Exemplo: eu percebo que a maioria das pessoas se caracteriza com uma frase (letras de músicas), geralmente de escritor/compositor famoso. Lindo! Acredito piamente que palavras bem ordenadas podem tocar o íntimo do ser humano. Mas será que comprova que aquela pessoa vive aquilo? Será que a frase reflete quem realmente é aquele indivíduo? Ou apenas alimenta uma vontade? A qual ganha força e se torna ativa em um curto período de tempo.

Além disso, sempre tentamos nos definir utilizando como princípio, coisas ou fatos concretos. Sou o Gustavo, estudante de Administração, gosto de ir ao cinema e escutar música, sair com os amigos e beber caipirinha. Isso tudo é verdade. Mas, em algum momento eu consegui passar minha essência? Falar sobre o que eu acredito? Quais são meus sonhos? Talvez sim, precariamente. Quem é o Gustavo? “Ele faz administração em Campinas, tá morando em São Paulo agora, vive com os amigos nos barzinhos’’.

Limitamos-nos a isso. ‘’Quem somos’’ envolve lugares, papéis (estudante no meu caso) e passatempos. As pessoas perderam (não sabem encontrar) sua essência. A essência é abstrata, e daí a dificuldade. A essência envolve valores, atitudes, emoções. E, em um mundo onde o tempo é obstáculo - e não solução- e o sucesso é medido através dos bens materiais – e não por auto-realização, perdemos toda nossa sensibilidade.

Sucumbimos-nos a um mundo sem contato visual, sentimento, calor humano. Um mundo virtual. Onde nossas frustrações internas são acobertadas pelas fotos sorridentes no Orkut ou Msn. Um mundo onde as conversas entre amigos são escritas, e não faladas. Nossas risadas se transformaram nisso: “HAshaushuashuashuashuahsu”.

Nosso poder de reflexão evaporou, nosso senso crítico é moldado por conteúdos impostos em massa a todo o momento. Aprendemos como fazer e não o porquê fazer. Entendemos os números, os processos, as ferramentas, mas não entendemos o próximo. Não ligamos uns para os outros. Apenas tentamos garantir o nosso ouro. Afinal, não dá tempo de fazer nada!

Mas acredite, há tempo para se conhecer e conhecer realmente quem é cada um.

Estou em busca disso. Mas no momento, só posso garantir: Prazer, Gustavo!

Reflita sempre!

Beijos e abraços.