terça-feira, 8 de julho de 2014

A Beleza de todo dia.

Aqui vai, um misto de sentimentos...

Presenciei.
Mais de 60 mil pessoas cantarem juntas o hino brasileiro.
Soube.
Que milhões também cantaram.      
Senti.
Nossa união pela melodia da música e do esporte.
Vi.
Uma senhora voluntária da Copa chorando, pois estava realizando um sonho.
Sorri.
Para quem me hostilizou. Para quem me agradeceu. Afinal, quero ser o sorriso que cura a guerra. O sorriso que traz a paz.
Critiquei.
Pois estou longe de ser de ferro.

Realizei.
Realizei...

Desacreditei.
Quando vi nossa seleção sucumbir ao peso que carregava nas costas. 
Ao ver que em segundos transformamos patriotismo em ódio.
Ao perceber o enorme desequilíbrio: cobramos força dos jogadores, mostramos fraqueza nas nossas próprias crenças. 

Se eu já tivesse carregado tamanha responsabilidade em prol do meu país, talvez ousasse falar algo sobre a seleção. Só que não, não é o caso. 

Vou apenas comentar sobre, acho, o que é ou não ser brasileiro.   

Lamento.
Lamento por perceber que muitos só enxergam problemas. 
Lamento pelo oportunismo do protesto após nossa derrota. 
Quanto "já sabia", quanto "sempre soube", quantos visionários do passado. 

Triste.
Sem cor.

Focar nos problemas é alimentar e contribuir para o Mal. 
Pior do que isso, é agora depositar todas as fichas no dia 5 de Outubro (obs.: como se o hexa fosse esperança de curar nosso país). 
5 de Outubro: "Agora vai". Será? 

Se voltarmos a este lenga lenga de direita ou esquerda, jamais iremos para frente. 

Muitos clamam ativamente por melhorias. Mas também, muitos assistem passivamente a própria vida ser governada por pessoas non gratas

Que parte do #cadaumfazsuaprópriahistória não conseguimos absorver ainda? 

Ser brasileiro não é vaiar nossos heróis, não é revolucionar na mídia social, não é construir uma crítica pelos teclados (assim como estou fazendo). 

Ser brasileiro é estufar o peito..."cantar e cantar e cantar". 
É brindar a eterna beleza de ser aprendiz. 
É fazer a vida bonita, a toda hora, todo momento. 
É protestar com ações de respeito. Eu escrevi, AÇÕES. 

Cá está, caro leitor, cara leitora, uma decisão a ser feita: cair no limbo intelectual e aguardar dia 5 de Outubro, jogando seu destino ao vento OU começar HOJE a, por forças próprias, fazer as mudanças que tanto almeja acontecerem. 

E então?