segunda-feira, 28 de julho de 2014

Prometo às Montanhas


As montanhas me chamaram de volta.
Disseram a mim que eu devo ficar perto delas,
Que o sonho vive na terra. 
Por isso, prometo a elas, representantes da criação...
Estar atento aos chamados que o vento me traz.
Discernir através da chama que me habita.
Aprofundar como o solo que me sustenta.
Cuidar para que tudo flua como um rio.
Assim, devolverei ao mundo uma essência,
Impulsionadora do desenvolvimento humano. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

A Beleza de todo dia.

Aqui vai, um misto de sentimentos...

Presenciei.
Mais de 60 mil pessoas cantarem juntas o hino brasileiro.
Soube.
Que milhões também cantaram.      
Senti.
Nossa união pela melodia da música e do esporte.
Vi.
Uma senhora voluntária da Copa chorando, pois estava realizando um sonho.
Sorri.
Para quem me hostilizou. Para quem me agradeceu. Afinal, quero ser o sorriso que cura a guerra. O sorriso que traz a paz.
Critiquei.
Pois estou longe de ser de ferro.

Realizei.
Realizei...

Desacreditei.
Quando vi nossa seleção sucumbir ao peso que carregava nas costas. 
Ao ver que em segundos transformamos patriotismo em ódio.
Ao perceber o enorme desequilíbrio: cobramos força dos jogadores, mostramos fraqueza nas nossas próprias crenças. 

Se eu já tivesse carregado tamanha responsabilidade em prol do meu país, talvez ousasse falar algo sobre a seleção. Só que não, não é o caso. 

Vou apenas comentar sobre, acho, o que é ou não ser brasileiro.   

Lamento.
Lamento por perceber que muitos só enxergam problemas. 
Lamento pelo oportunismo do protesto após nossa derrota. 
Quanto "já sabia", quanto "sempre soube", quantos visionários do passado. 

Triste.
Sem cor.

Focar nos problemas é alimentar e contribuir para o Mal. 
Pior do que isso, é agora depositar todas as fichas no dia 5 de Outubro (obs.: como se o hexa fosse esperança de curar nosso país). 
5 de Outubro: "Agora vai". Será? 

Se voltarmos a este lenga lenga de direita ou esquerda, jamais iremos para frente. 

Muitos clamam ativamente por melhorias. Mas também, muitos assistem passivamente a própria vida ser governada por pessoas non gratas

Que parte do #cadaumfazsuaprópriahistória não conseguimos absorver ainda? 

Ser brasileiro não é vaiar nossos heróis, não é revolucionar na mídia social, não é construir uma crítica pelos teclados (assim como estou fazendo). 

Ser brasileiro é estufar o peito..."cantar e cantar e cantar". 
É brindar a eterna beleza de ser aprendiz. 
É fazer a vida bonita, a toda hora, todo momento. 
É protestar com ações de respeito. Eu escrevi, AÇÕES. 

Cá está, caro leitor, cara leitora, uma decisão a ser feita: cair no limbo intelectual e aguardar dia 5 de Outubro, jogando seu destino ao vento OU começar HOJE a, por forças próprias, fazer as mudanças que tanto almeja acontecerem. 

E então? 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Que tal trocar a figurinha "Imagina na Copa"?

Dentro das dezenas de "pacotinhos de opinião" que abrimos, ganhamos, vemos ouvimos ou já temos conosco, uma figurinha tem saído com maior frequência: "imagina na copa". Sem dúvida, ela já esteve contigo, leitor (ou ainda está). 

Com ela, gratuitamente vem uma carga de negatividade, descrença, passividade, transferência de responsabilidade, indignação, tristeza, e por aí vai. 

Um conselho: trocá-la, LOGO. Ou rapidamente bater um bafo para tirá-la de sua coleção. Ou melhor ainda, rasgá-la e não deixar que ela chegue a outras mãos.

Não que ela não tenha sentido nenhum. Isso tem. Faz parte da coleção. E, lógico, existem outras figurinhas deste álbum que estamos experimentando colecionar em nosso país que também não são queridinhas e nem deveriam ser. Entretanto a "imagina na copa" é a que mais me incomoda por sua simplicidade supérflua. Ela virou um códice de "tenho opinião formada"; um símbolo para "lavo minhas mãos perante a situação, afinal, assim como você, também estou indignado"; um atalho para cultivar com palavras o que se repudia na prática. 

Como ouvi recentemente "a impotência é a maior violência que podemos praticar contra nós mesmos". Alimentar este sentimento dentro de si, sem se mover, é assumir categoricamente um papel de mais um espectador no meio da multidão. 

O mundo não mudará com comentários raivosos, mas com atitudes que inspiram. Com respeito, com paz. 

E vale lembrar: existe bondade em todos os cantos, assim como o mal sempre busca seu espaço onde quer que seja. Recentemente, assumi o desafio de fazer parte da realização deste evento (a-há!). E acredite, estou aqui porque acredito que o bom e o bem sempre podem prevalecer. Que seres humanos de verdade podem mudar tudo, acima de qualquer estrutura, acima de qualquer mau uso de recursos.

Questionar o país, os governantes e suas decisões será sempre válido. Mas temos que tomar um grande cuidado: o de não cair num limbo intelectual, onde a "ação" mais praticada é a fala, a crítica. E só. 

Bom, e neste desa-bafo, deixo uma lista de outras figurinhas que podem representar uma bela troca pela "imagina na copa": 

"Imagina eu fazendo a diferença"
"Pode vir de mim"
"Eu sou a mudança"
"Acordei, de verdade. Juro, veja o que eu estou fazendo"
"Eu posso inventar minha figurinha"

"O começo destas palavras é o mesmo: a letra f. Quem f-AZ, vai de A à Z, aproveita toda a jornada. Mas, quem só f-ALA, no fim, não sai do A."

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Espaço de Gratidão: Dojo Harmonia

Quinta-feira, 7 de março de 2013.
Um café despretensioso. 
Um Bueno. Um Bonafé. 
Desconhecidos entre si, até o primeiro aperto de mão. 
O que era para ser um convite singelo, transformou-se em uma grandiosa parceria. 

Naquele momento, entrei em contato com a Harmonia. Mais tarde, no mesmo dia, conheci o Dojo - espaço-fruto de um arquiteto social, sonhador e inquieto.

A orquestra de minha jornada ganhou então uma série de novos acordes, melodias, vivências, práticas. 

Aikido, Arte e Movimento brindavam à vida em uníssono naquele local sagrado. 
Ali, encontrei meu espaço de respiro. 
Ali, dialogava facilmente com meu eixo, minha essência. 
Ali, tinha a sensação de que os anjos sempre sorriam a cada final de treino, quando sentávamos no tatame em círculo para filosofar sobre tudo. 

Não me importava que a viagem até lá demorasse 1 hora. Afinal, o que são 60 minutos de esforço perto de aprendizados com validade eterna? 

O que importava era encontrar os parceiros de treino, era apreciar o poder da rede, era me inspirar com cada gesto, cada respiração. O que importava era que a simplicidade de lá, fez-me dar saltos complexos na carreira, na vida pessoal. 


Não pude estar lá neste momento histórico. Pois, como diz Bueno: "está tudo caminhando conforme o imprevisto". E meu imprevisto (que é super saudável) não me permitiu acompanhar a mudança de perto. 

Só que precisava celebrar essa história, que faz parte da minha e deixar registrado um pouco do tudo que ganhei. 

Gratidão Bueno, por tudo. 
Gratidão parceiros de jornada, por tudo. 
Gratidão Dojo Harmonia, por existir. 

Seguimos conectados, com novas formas, novos meios, mas totalmente juntos nessa imensidão de BONS IMPREVISTOS. 

"A Bondade em Pessoa"

Um forte abraço,
Bona.